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Neste sábado, no Brave 8, o manauara Klidson Abreu tornou-se o primeiro campeão da divisão meio-pesado da franquia, após finalizar Timo Feucht aos 4m01s do segundo round, com uma chave de braço. A conquista do jovem de 24 anos também é inédita para os lutadores brasileiros dentro da organização. Após o árbitro central encerrar o combate, Klidson “imitou” seu ídolo José Aldo e pulou a grade do octógono para comemorar com amigos, membros da equipe e empresário.  

Coletiva de imprensa Brave 8 (Foto: Gustavo Lima)Coletiva de imprensa após o Brave 8 com Klidson e Carlston Harris com seus novos cinturões (Foto: Gustavo Lima)

A luta comecou com Timo Feucht tomando a iniciativa do combate, desferindo um potente soco de direito, mas com Klidson Abreu respondendo a altura, com um chute alto e conseguindo quedar o alemão. No chão, o brasileiro logo partiu para a montada, trabalhando o ground and pound, mas buscando também a finalização por chave de braço e no mata-leão. 

No segundo round, o brasileiro foi quem tomou as primeiras ações, com diretos e chutes altos de esquerda, além de boas sequências direita-esquerda. O bom momento de Klidson, entretanto, foi paralisado por um golpe ilegal no meio das pernas do alemão. Na volta ao combate, o manauara retornou com os socos certeiros e, também, com as quedas. No chão, com Feucht já bastante machucado, principalmente, no nariz, o brasileiro faixa-preta de jiu-jítsu passou a trabalhar para buscar a finalização, o que ocorreu aos quatro minutos do segundo round. 

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em luta morna, harris vence booth por pontos

Decidindo o primeiro cinturão da noite do Brave 8,  Carlston Harris e Carl Booth fizeram uma luta amarrada e que não agradou ao público presente no ginásio do Tarumã, em Curitiba. No entanto, após cinco rounds, o guianês “Moçambique” foi declarado vencedor por decisão unânime dos juízes (49-45, 49-45, 49-44).
 
A luta começou com Carl Booth desferindo um chute alto, mas defendido por Carlston Harris. Em seguida, um duelo de estilos bem definidos. Enquanto o inglês preferia a trocação em pé, O guianês “Moçambique” dava prioridade à luta agarrada junto à grade ou no chão. Este foi o cenário em todos os rounds, resultando, inclusive, em algumas vaias do público presente no ginásio do Tarumã. O momento de maior emoção foi faltando cerca de 20s para o fim da luta, quando o juiz central colocou os lutadores no Centro do octógono e, então, partiram para a trocação franca.

– Desculpe se não pude agradar, eu fiz meu melhor e vou tentar melhorar ainda mais. Peguei a luta em cima da hora e foi o que eu pude fazer, galera – disse Carlston Harris ainda dentro do octógono e tentando se explicar para o público presente no ginásio. 

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luan miau vence igor soares por nocaute

Com toda a responsabilidade de ser o protagonista da luta, já que Igor Soares aceitou entrar no combate faltando três dias para o Brave 8, Luan Miau precisou de um tempo maior para “entrar” dentro do octógono. O “delay” do peso-leve quase lhe custou a vitória, já que Soares conseguiu dois knockdowns, assustando o favorito. No entanto, “Miau” mostrou poder de recuperação, acertou um direto de esquerda em Igor e partindo para o nocaute aos 4m01s do primeiro round. 

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christiano frohlich vence crocotá por nocaute técnico

Após a cerimônia de pesagem do Brave 8, quando Edilberto Crocotá acertou um tapa na cara de Christiano Frohlich, a luta entre os pesos-médios ganhou um clima de guerra declarada. E, antes mesmo do início do combate, Crocotá entrou no octógono provocando e mandando beijinhos para o rival. Porém, com o soar do gongo, Frohlich provou que estava melhor preparado e venceu por nocaute técnico, aos 2m27s do primeiro round. 

A luta começou com Edilberto Crocotá indo no double leg, derrubando Christiano Frohlich e tentando a montada. Mas, com a falta de combatividade, o árbitro  central Osiris Maia mandou os lutadores ficarem em pé. Com o reinício, Frohlich partiu para cima do rival, acertando um golpe de encontro de direita e, em seguida, partindo para uma “blitz” por todo o octógono. Com muitos socos e chutes altos, o lutador da  Evolução Thai deixou Crocotá aparentemente tonto e sem o protetor bucal, levando o juiz central a encerrar o duelo. Após a interrupção, o clima bélico continuou entre os lutadores, com Christiano Frohlich partindo para cima do arquirrival, xingando e apontando o dedo. A turma do “deixa disso” teve de intervir mais uma vez.

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Killys mota vence Alan mozier por pontos

A primeira luta do card principal do Brave 8 teve o peso-leve Killys Mota como grande vencedor, superando Alan Moziel por decisão unânime dos juízes (triplo 29-25). A pontuação expressiva do atleta da CM System ganha ainda mais destaque por ele ter sido penalizado com a perda de um ponto, devido a uma joelhada ilegal no rosto do adversário, quando Moziel estava em posição de quatro apoios, no final do segundo round. Apesar do erro de Killys, o peso-leve foi totalmente soberano no combate, tanto na trocação em pé, com socos e chutes, quanto no chão.

As primeiras oito lutas do Brave 8 reservaram aos fãs de MMA muita movimentação e alta técnica tanto no confronto em pé quanto no jogo de chão, além de algumas polêmicas com a arbitragem. A principal foi justamente no encerramento do card preliminar, quando Johnny Walker foi declarado vencedor por nocaute técnico, aos 2m18s do primeiro round, do duelo contra Rodrigo Santos.

O lance que decidiu a vitória de Walker foi quando o lutador acertou em cheio o adversário, que caiu de cara no chão. O árbitro central Fernando Portela não deu tempo algum para o meio-pesado reagir e já se colocou entre os lutadores, com as mãos para cima, indicando que a luta estava encerrada. Rodrigo Santos e sua equipe reclamaram muito e, revoltados, não ficaram dentro do octógono para ouvir o resultado oficial.

Outro momento de destaque no card preliminar do Brave 8 foi no confronto entre os pesos-moscas Marcel Adur e Rodrigo Bad Boy Melonio. Isso porque, após duas joelhadas de Adur, o árbitro central percebeu um forte sangramento no nariz de Bad Boy. Após análise do médico responsável, que constatou a impossibilidade de Rodrigo em continuar na luta, Marcel Adur foi declarado vencedor por nocaute técnico a 1m55s do segundo round.   

Brave 8: The Rise of Champions
CARD PRINCIPAL:
Klidson Abreu venceu Timo Feucht por finalização (chave de braço) aos 4m01s do R2 
Carlston Harris venceu Carl Booth por decisão unânime dos juízes (49-45, 49-45, 49-44)
Luan “Miau” Santiago venceu Igor Soares por nocaute aos 4m01s do R1
Christiano Frohlich venceu Edilberto Crocotá por nocaute técnico aos 2m27s do R1
Killys Mota venceu Alan Moziel por decisão unânime dos juízes (triplo 29 -25)
CARD PRELIMINAR:
Johnny Walker venceu Rodrigo Santos por nocaute técnico a 2m18s do R1
Jeremy Pacatiw venceu Thiago Dela Coleta por nocaute técnico a 4m35s do R2
Marcel Adur venceu Rodrigo Bad Boy por nocaute técnico  (interrupção médica) a 1m55s do R2
Wellington Turman venceu Sérgio de Fátima por finalização  (guilhotina) a 1m27s do R1
Eduardo Ramon venceu Rogério Santos por finalização  (chave de braço) aos 4m34s do R2
Shyudi Yamauchi venceu Wellerson Martins por finalização (mata-leão) aos 3m34s do R1
Luciano Contini venceu Diego Gasparetto por decisão unânime dos juízes  (29-28, 29-28, 30-27)
Matheus Correa venceu Alisson Murilo por decisão unânime dos juízes  (29-28, 29-28, 30-27)

*O repórter viaja a convite da organização do evento

 



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